¿Cómo pueden los probióticos mejorar la hinchazón abdominal?

Como podem os probióticos melhorar o inchaço abdominal?

Nutricionista Elena Garrido
Nutricionista Elena Garrido A sua filosofia é: ensinar o corpo a FUNCIONAR CORRETAMENTE, de forma natural e sempre saudável. Jun 25, 2025

Tabla de contenidos

Contamos-te como os probióticos podem ajudar a melhorar o inchaço abdominal.

1. Competem com as bactérias que fermentam em excesso

Algumas estirpes deslocam bactérias produtoras de gás ou pró-inflamatórias, o que ajuda a reduzir o sobrecrescimento bacteriano e, com isso, a distensão abdominal.

Exemplos úteis:

  • Bacillus coagulans (Lactospore®): estirpe esporulada, ideal para intestinos sensíveis e resistente à passagem pelo estômago. Ajuda ao esvaziamento intestinal e melhora a motilidade.

  • Saccharomyces boulardii: levedura probiótica que compete com patógenos não fermentadores, o que a torna especialmente útil mesmo em casos com SIBO.

2. Reduzem a inflamação intestinal

Outras estirpes podem diminuir moléculas inflamatórias como a IL-6 ou o TNF-α, ajudando a restaurar a integridade intestinal. Isto reduz o edema, a hipersensibilidade e o inchaço.

Exemplos úteis:

  • Lactobacillus plantarum (LP299v): amplamente estudada na distensão e permeabilidade intestinal.

  • Bifidobacterium lactis: reforça a barreira intestinal e modula a inflamação.

Sabias que...? Uma barreira intestinal permeável pode permitir a passagem de toxinas ou bactérias para a corrente sanguínea, provocando inflamação sistémica e fadiga crónica.

3. Produzem ácidos gordos de cadeia curta (SCFA)

Estes compostos, como o butirato, são fundamentais para a saúde do cólon:

  • Nutrem as células intestinais (colonócitos)

  • Modulam o pH intestinal

  • Favorecem um ambiente menos fermentativo

Exemplos:

  • Bifidobacterium lactis e Bifidobacterium longum produzem SCFA quando se alimentam de fibras como a inulina ou a goma guar.

Mas atenção: em casos de SIBO ou intolerância a FODMAPs, estas fibras podem agravar o inchaço. A utilização de prebióticos deve ser adaptada ao grau de disbiose ou permeabilidade, uma vez que, em fases de inflamação ativa ou de sobrecrescimento bacteriano, mesmo as fibras mais benéficas podem revelar-se contraproducentes. Nestes casos, é melhor evitá-las no início e reintroduzi-las progressivamente com a ajuda de um profissional.

4. Estimulam o trânsito intestinal

A motilidade lenta favorece a fermentação excessiva. Algumas estirpes podem melhorar o peristaltismo e reduzir o inchaço associado à obstipação ou ao trânsito lento.

Exemplos úteis:


  • Saccharomyces boulardii: regula tanto a diarreia como a obstipação funcional.

  • Lactobacillus plantarum: melhora a sensibilidade e a motilidade.

Escolher bem: nem todos os probióticos são para si

Embora estas estirpes tenham demonstrado benefícios, não atuam da mesma forma para todas as pessoas nem em todos os contextos. Por isso, é fundamental adaptar o probiótico à situação individual.

Quando é que os probióticos poderão não lhe fazer bem?

  • Se tiver SIBO (especialmente do tipo fermentativo)

  • Se houver intolerância a prebióticos ou FODMAPs

  • Se houver inflamação ativa ou permeabilidade intestinal

Nestes casos, começa-se por fórmulas neutras ou esporuladas (como Bacillus coagulans ou S. boulardii), evitando fibras fermentáveis, e avança-se pouco a pouco.

Sabia que...? Algumas pessoas incham mais quando tomam probióticos porque as bactérias introduzidas produzem gases ao alimentarem-se. Por isso, a tolerância é tão variável e é necessário ajustar o tipo e a dose.


Então, qual é o melhor probiótico para si?

Não há uma única resposta. Existem padrões gerais, mas os detalhes de cada caso alteram completamente a abordagem:

  • Tem SIBO? E de que tipo?

  • Predomina a obstipação ou a diarreia?

  • Há permeabilidade intestinal ou patologias autoimunes?

  • Como estão a sua alimentação, o seu descanso e o seu nível de stress?


Um bom probiótico como o que contém Microbiotic Creamer pode ajudá-la bastante. Mas um mal escolhido pode agravar os seus sintomas. Por isso, se tem inchaço recorrente, o ideal é procurar acompanhamento profissional e personalizar o tratamento.

Sabia que...? O stress crónico e a disfunção do eixo HPA (hipotálamo-hipófise-adrenal) podem reduzir a motilidade intestinal, diminuir a produção de ácido gástrico e alterar a microbiota. Por isso, abordar o inchaço numa perspetiva integrativa também implica cuidar do seu descanso, da sua alimentação e do seu nível de stress. 

O inchaço abdominal não é algo normal, embora seja frequente. E os probióticos podem ser uma ferramenta poderosa para o reduzir... se forem escolhidos com critério. 

Ouça o seu corpo, ajuste o seu ambiente intestinal, cuide da sua alimentação e escolha suplementos que realmente se adaptem ao seu estado atual; se não sabe, não hesite em recorrer a um profissional especializado. É assim que pode passar de se sentir inchada todos os dias para recuperar o seu bem-estar digestivo.


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