5 DESPORTOS AQUÁTICOS PARA PRATICAR ESTE SETEMBRO
por Baia Food pt-PT Aug 28, 2016
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A água é, sem dúvida, o meu elemento da natureza preferido. Sou daquelas pessoas que, quando está na praia, passa mais tempo dentro do mar do que fora dele. Não sei porquê, mas é assim. Tenho uma ligação especial com o oceano: dá-me vida. Por isso, se tiveres a sorte de tirar férias este mês de setembro, recomendo-te que pratiques qualquer um destes desportos aquáticos. Vais divertir-te imenso e, além disso, vais manter-te em forma.

Foto: Javier Medina
SURF
De origem havaiana, o surf é o desporto aquático por excelência. Consiste em deslizar pelo mar em cima de uma prancha, impulsionado pelas ondas geradas pelo oceano. Mas, na realidade, quem o pratica sabe que é algo muito mais do que um desporto. Dito isto, não sabemos muito bem como explicar esta sensação a pessoas que nunca fizeram surf.
Numa entrevista realizada há anos a Dave Rastovich, freesurfer neozelandês, ouvi a melhor descrição sobre esta impossibilidade de explicar o que sentimos ao praticá-lo. Dizia simplesmente que "tentar descrever como são as cores a uma pessoa cega e tentar explicar a uma pessoa que nunca fez surf o que se sente ao surfar é igualmente difícil. E, justamente, esta incapacidade de descrever algo é o que faz com que esse algo seja maravilhoso."
Pessoalmente, não podia concordar mais com ele. E é que não saberia resolver esta complexa equação, mas posso destacar algumas das variáveis que fazem parte dela: felicidade, adrenalina, aventura, natureza, superação e liberdade.
Cada um faz surf por um motivo. Alguns fazem-no para estarem em forma, outros pela aventura que é viajar em busca de ondas, e outros simplesmente por estarem em contacto com o oceano. Cada um tem a sua própria motivação, mas o que é claro é que todos o fazemos porque o surf nos chegou a agarrar fortemente. Kelly Slater, onze vezes campeão do mundo, disse um dia que o surf era como a máfia: uma vez que estás lá dentro, não há maneira de sair de lá. Que razão tinha!
Além disso, em Espanha somos uns verdadeiros privilegiados, já que contamos com praias maravilhosas, perfeitas para surfar. Destacando um spot, ficaria com San Vicente de la Barquera, Cantábria, ótimo para todos os níveis. A melhor escola e a mais antiga da zona é a ESCUELA BUENA ONDA . Vale a pena passar por lá, o nome da escola não podia estar melhor escolhido, e a diversão e as boas vibrações estão garantidas com os rapazes que a gerem, Arjuna Zapatero e Pablo de la Mora.

Foto: lanoriaoutlet
PADDLE SURF
Também conhecido como stand up paddle surf (SUP), estamos perante uma modalidade de surf menos agressiva do que a convencional. Consiste em manter-se de pé numa prancha bastante mais longa e larga do que as de surf, e por isso com maior estabilidade e flutuabilidade, navegando pelo mar, rios e lagos com a ajuda de um remo de uma só pá. É ideal para quando não entra mar suficiente para levantar ondas ou simplesmente quando procuramos um plano mais tranquilo. A verdade é que passear por cima da água admirando a paisagem é sinónimo de relaxamento absoluto. Vale a pena experimentar, e pode fazê-lo também na ESCUELA BUENA ONDA.

KITE SURF
Ao contrário do que se possa pensar, o vento forte é um dos piores aliados para surfar, a não ser que este vento sopre da terra para o mar (offshore). Quando não é assim e o vento é forte, toca a recorrer à pipa para desfrutar deste desporto extremo. O vento propulsiona a pipa de tração presa ao seu corpo através de um arnês e permite-lhe navegar com uma prancha sobre o mar, e até realizar manobras no ar na sua vertente mais freestyle. Em Espanha, são cada vez mais as pessoas que se rendem a este desporto. Além disso, temos a sorte de contar como embaixadora com Gisela Pulido, dez vezes campeã do mundo, nascida em Tarifa, Cádiz, local de referência para a prática deste desporto.
Para aprender, recomendo-lhe que viaje quando puder até lá e pergunte pela OZÚ SCHOOL. Não se preocupe, não vai sair a voar pelos ares; hoje em dia existem muitos mecanismos de segurança para que isso não aconteça. Ainda assim, no primeiro dia vão ensinar-lhe a controlar a pipa a partir da areia e depois, uma vez ultrapassada esta etapa, já poderá sair a navegar por seus próprios meios. Muito fixe!
Foto: Deepboard Fomentera
DEEPBOARD
Se quiser sentir-se golfinho por um dia, fique atento a esta nova modalidade de tração aquática. Apontado como a revolução no mundo dos desportos aquáticos, o Deepboard pode ser praticado por toda a gente (tanto por crianças pequenas de 5 anos como por pessoas de idade avançada). A sua prática é simples e só requer uma prancha à qual se agarra com as mãos, uns óculos de mergulho e uma lancha para o impulsionar. Uma vez em movimento, e com o corpo estendido, pode observar da superfície toda a profundidade marinha. Mas, se quiser vê-lo mais de perto, pode, com um simples movimento de pulso, mergulhar e avançar por baixo de água como se fosse um golfinho. Um espetáculo! Não é necessário estar em forma excecional, mas quanto maior for a sua capacidade pulmonar, mais tempo poderá aguentar sem subir à superfície. Sinceramente, uma das melhores experiências da minha vida. 100% recomendável. Ainda assim, para o praticar tem de ir até Cala Saona, em Formentera, o único local de Espanha onde esta atividade é oferecida. A equipa da DEEPBOARD FORMENTERA, liderada por Álvaro Soriano, fará com que passe um momento inesquecível. São muito simpáticos e, além disso, aproveitam o facto de estarem o dia todo na água para limpar o fundo marinho, recolhendo o lixo que vão encontrando pela Pradaria de Posidónia, nada menos do que Património da Humanidade.

Foto: Nacho Soriano
FLYBOARD
É praticado em Espanha desde há poucos anos, mas o número de adeptos cresce a olhos vistos de ano para ano (sobretudo em águas calmas, como as do Mediterrâneo). O atrativo está na sensação de voar que se vive ao praticá-lo, e é que pode chegar a atingir os 15 metros de altura. Tudo isto é possível graças ao jato de água sob pressão emitido por uma lancha ou mota de água, que percorre uma mangueira e acaba na prancha onde tem os pés presos a umas botas. Pode chegar a voar? Sim, mas pelo caminho pode dar uma série de quedas. Ainda assim, vale a pena chegar à meta. Se lhe apetecer experimentá-lo, recomendamos que vá a Bonaire, Maiorca. Os rapazes da FLYBOARD WATERSPORTS recebê-lo-ão de braços abertos, com a ajuda de Nacho Soriano, e ensinar-lhe-ão alguns truques para que a aprendizagem seja rápida e passe um bom momento.
Que desfrute!
Guillermo Milans del Bosch
